Qual CDB devo escolher?

 

Afinal de contas, vale a pena comprar um CDB de um banco pequeno a 110% do CDI ou um CDB de um banco grande a 90%?

Ao falarmos de investimentos, é necessário que o investidor tenha bem definido o seu perfil de risco.

Apesar do CDB ser um ativo de renda fixa considerado muito seguro, o investidor deve ter a ciência de que mesmo que ele esteja protegido pelo FGC, em caso de falência do emissor, se não possui um consultor de investimentos, terá que dispor de tempo para tomar as providências necessárias para reaver o seu investimento.

A definição do seu perfil de risco deverá ser feita por um profissional, pois ele tem total conhecimento sobre os produtos do mercado financeiro. E ao ouvir o seu cliente, consegue entender os seus medos e expectativas, traduzindo em indicações de investimentos mais adequados para o seu perfil.

Uma história real sobre CDB

Para ficar mais claro, vou contar uma história real de clientes da V10 Investimentos. Darei o exemplo de nomes fictícios João e Maria. João possui 40 anos de idade e Maria 32, o casal tem como objetivo ter filhos daqui a 1 ano.

Visto que esse objetivo é comum aos dois desde o casamento, eles resolveram poupar dinheiro para não ficarem apertados financeiramente quando Maria ficar grávida. Sendo assim, João e Maria foram a alguns bancos procurarem produtos do mercado financeiro que se adequavam à poupança mensal do casal. E notaram uma grande diferença de rentabilidade dos bancos maiores para os bancos menores.

Explicamos a João, que isso se deve ao fato do banco pequeno ter um risco maior do que um banco grande. Esse risco pode ser de crédito, por exemplo, mas utilizamos o chamado “rating” para facilitar o entendimento o casal.

Agências de rating

As agências de rating (também conhecidas como Agências de Classificação de risco de crédito) são empresas que, por demanda de um ou vários clientes, qualifica determinados produtos financeiros, avalia, atribui notas e classifica de acordo com o grau de risco que esses clientes têm de não pagarem suas dívidas.

É importante que os bancos tenham essa preocupação em contratar essas agências de rating para que transmitam segurança e transparência para seus clientes. Cada agência tem um método próprio para classificar o risco de crédito da instituição. Quanto maior for a probabilidade de moratória, pior será a sua classificação.

Bancos pequenos costumam ter uma classificação pior do que a dos bancos maiores, pelo fato de terem um patrimônio líquido menor, por exemplo, ou até mesmo pela qualidade do crédito concedido. Porém, se o investidor ficar no limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, o seu dinheiro poderá ser reavido.

Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é uma associação civil sem fins lucrativos, que recolhe 0,0125% do valor dos depósitos totais das empresas filiadas para poderem financiar os investidores e poupadores em caso de falência ou liquidação da instituição financeira emissora de certos títulos (como os CDBs, LCAs, LCIs e etc). O limite de ressarcimento é de R$ 250.000,00 por CPF e instituição financeira.

E afinal de contas, qual banco João e Maria deveriam aplicar seus recursos?

É importante lembrar que a escolha de um produto financeiro é apenas um passo para frente na caminhada rumo ao seu objetivo de investir. Apesar do CDB ter garantia do FGC, a escolha de uma instituição financeira com boa administração pode te livrar de uma dor de cabeça. Alguns critérios importantes para a escolha da melhor instituição financeira são:

– Acesso à informação

– Transparência

– Solidez

– Melhor rentabilidade

– Menores taxas

– Quantidade de agências

– Atendimento personalizado

Invista no CDB certo!

Em linhas gerais, é importante que o investidor conheça o seu perfil de risco e que esteja tranquilo e ciente das aplicações que serão feitas. A definição sobre aplicar em CDB 110% de banco pequeno ou CDB 90% de banco grande tem que ser bastante pessoal.

A título de comparação de rentabilidade, vamos presumir que João e Maria estivessem dispostos a investir R$ 100.000,00 e querem saber quanto teriam se tivessem investido esse valor há 2 anos atrás em um CDB de 110% e 90% do CDI.

Para o CDB de 110%, o montante que eles teriam hoje se tivessem aplicado há 2 anos atrás, seria de R$ 128.782,14, enquanto uma aplicação em um CDB de 90% do CDI, o montante seria de R$ 122.994,61. A diferença é de R$ 5.787,53 em 2 anos.

Dado essa diferença, convido ao leitor a refletir comigo: simplificando bastante a conta, R$ 5.787,53 divido por dois anos é igual a R$ 2.893,77 por ano, que ao mês é R$ 241,15.

Será que essa diferença é o suficiente para tomar uma decisão entre a maior rentabilidade e a segurança em alcançar um objetivo? Somos bombardeados pela mídia de que temos que sempre buscar a maior rentabilidade, a qualquer custo.

Porém, o que enxergamos como a melhor opção para João e Maria, é optar pelo caminho mais seguro. Já vimos diversos casos de clientes que tiveram que recorrer ao FGC. Alguns deles conseguiram seu investimento de volta em 90 dias, enquanto outros tiveram que esperar de 180 a 360 dias para reaverem seu dinheiro.

Cada caso é um caso

Qual seria o tamanho do impacto para o casal, caso tenham que recorrer ao FGC e correr o risco de esperar até 1 ano para reaverem seu dinheiro? Será que compensa correr esse risco por causa de R$ 241,15 mensais?

No caso de João e Maria, que estão planejando ter um filho, é necessária uma liquidez maior. Mesmo que o casal disponha de muito tempo calculando quanto gastarão no período da gestação,  sabemos que na realidade nem tudo sai como planejado. E é com o intuito de minimizar os impactos das eventualidades, que a V10 Investimentos acredita que não vale a pena correr o risco de se aplicar em um CDB de um banco pequeno.

A V10 Investimentos possui uma postura muito conservadora com seus clientes. A indicação feita para João e Maria foi de que, no momento que eles estão vivendo, seria mais interessante alocar em CDBs de bancos grandes.

Essa indicação se justifica em praticamente mitigar o risco de ter que recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito em caso de falência de uma instituição financeira em que se possui um título.

Como não existe prazo para que o FGC devolva o dinheiro investido + juros, não achamos que vale o risco em ficarem sem liquidez num momento tão delicado quanto ter filhos.

Novamente, não existe solução universal quando falamos de investimentos e produtos. A base de tudo é um planejamento financeiro baseado em seu perfil.

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