Como as novas regras da aposentadoria vão afetar a sua vida?

Quando se pensa em parar de trabalhar a primeira coisa que vem à mente é que será um momento de descanso e de aproveitar a família e amigos. Porém, em virtude da recessão econômica do Brasil, novas regras da aposentadoria foram apresentadas, mas ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional.

O principal apelo do Governo é que o perfil da população brasileira vem mudando ao longo dos anos com o aumento da expectativa de vida e a diminuição da taxa de natalidade, o que gera um envelhecimento da população. Assim, o índice de aposentados é muito alto e, com o tempo, o mercado estará escasso de profissionais.

De acordo com o projeto, a União deixará de gastar cerca de R$740 milhões em 10 anos. Deste valor total, as mudanças no INSS e nos benefícios por prestação continuada representariam uma economia de R$678 milhões e, nos regimes próprios, de cerca de 60 bilhões.

Neste post, você vai entender quais são as principais mudanças na Previdência e como elas vão afetar a sua vida. Confira!

Idade mínima

A Proposta de Emenda à Constituição 287 estabelece que a idade mínima para aposentadoria será de 65 anos tanto para homens como para mulheres. Atualmente, as mulheres podem se aposentar aos 60 anos.

Mulheres de até 45 anos e homens com até 50 estão incluídos, independentemente do tipo de atividade que exercem. Porém, esta categoria estará em regra de transição, ou seja, deverá trabalhar 50% a mais em relação ao restante da aposentadoria atual.

O Governo ressaltou que as mudanças não valerão para quem já recebe o benefício ou para aqueles que completaram os requisitos para se aposentar. Portanto, os direitos adquiridos não serão afetados.

Tempo de contribuição

O tempo mínimo de contribuição passará de 15 para 25 anos. O novo cálculo do benefício será equivalente a 76% da média salarial mais 1% por ano de contribuição adicional, além dos 25 anos exigidos.

Portanto, quem deseja se aposentar integralmente vai precisar atingir 49 anos de contribuição. Hoje o cálculo é 70% da média salarial, mais 1% para cada 12 anos completos de trabalho. Sendo assim, as mulheres precisam atingir 85 anos e os homens 95 anos para receberem o benefício completo, que é a soma do tempo com a contribuição necessária.

Servidores públicos

O Regime de Previdência dos Servidores Públicos (RPPS) será extinto, segundo a proposta do Governo. O objetivo é dar fim às diferenças entre os sistemas público e privado.

Sendo assim, o recebimento da aposentadoria com base no salário integral do servidor, bem como a correção dos benefícios de acordo com a regra do funcionário na ativa, serão destituídos. Eles também entrarão nas normas de transição para homens com mais de 50 anos e mulheres acima dos 45 anos.

Militares, policiais e bombeiros

Até o momento a pensão concedida aos militares não será alterada, pois um projeto de lei será enviado separadamente para alterar a Previdência da categoria. Já os policiais e bombeiros se enquadram nas novas regras e terão que cumprir os critérios de idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição. Portanto, cada Estado e o Distrito Federal deverão providenciar as mudanças em suas legislações locais para se adequarem ao regime.

Professores e trabalhadores rurais

As novas normas também valem para os agricultores familiares, que atualmente podem se aposentar com idade reduzida e para os professores, que antes contavam com o tempo em sala de aula como forma de diminuir o período para se aposentarem. A única exceção é para os profissionais com deficiência, porém a diferença em relação aos demais não poderá ser maior do que 10 anos no requisito de idade e 5 anos no tempo de contribuição.

Os trabalhadores rurais não são obrigados a colaborar para o INSS, porém, com a proposta, terão que pagar os encargos para se aposentar. A ideia é que a alíquota seja baixa e, para ser instituída, um projeto de lei deverá ser enviado ao Congresso, caso a PEC da Reforma da Previdência seja aprovada.

Pensão por morte

As pensões por morte passam a ser baseadas em sistema de cotas, hoje o benefício é integral. A previsão de valor inicial dependerá do número de dependentes do trabalhador e será reduzida para 50% da aposentadoria que o segurado teria direito, mais 10% por dependente. O INSS pagará o provento total apenas aos beneficiários que tiverem cinco filhos. A vantagem é que o valor será desvinculado do salário mínimo, o que permite ganhos reais.

E agora, como evitar que as novas regras da aposentadoria atrapalhem os seus projetos?

É fato que as novas regras não são muito animadoras, não é mesmo? Porém, uma boa opção é investir em uma previdência privada que pode ser extremamente rentável e fará você realizar seus sonhos sem esperar tanto tempo. Veja as principais vantagens:

1. É permitido escolher o valor e com que frequência a contribuição será realizada;

2. O dinheiro investido pode ser retirado a qualquer momento;

3. Permite portabilidade;

4. Pode garantir renda extra na velhice.

Além disso, não precisa de comprovação de renda e qualquer pessoa pode ter acesso sem limite de idade, mas é importante considerar que este é um investimento de longo prazo.

Por onde começar?

O primeiro passo para começar a investir em uma previdência privada é escolher o plano.

Você deve definir se será PGBL ou VGBL, fatores que proporcionam aos segurados e participantes ter uma renda mensal, que poderá ser vitalícia, por um determinado período, ou ainda por um pagamento único.

O PGBL é Plano Gerador de Benefícios Livres no qual permite deduzir em até 12% da renda bruta anual na declaração de Imposto de Renda, ou seja, do salário fixo. Os investidores que utilizam esta modalidade utilizam o modelo completo de declaração de IR.

Já o VGBL ou o Vida Gerador de Benefícios Livres é indicado para quem declara o modelo simplificado de Imposto de Renda, isto é, aquele que incide apenas sobre os rendimentos. Não é permitido que os prêmios e contribuições pagos sejam deduzidos na declaração anual do Imposto de Renda, então ele é ideal para aquelas pessoas que fazem o modelo simplificado de declaração de IR.

Determine qual será a cobrança de impostos

 Independentemente do plano escolhido (PGBL ou VGBL), existem duas formas de tributação na previdência privada: a progressiva e a regressiva.

A tabela de impostos progressiva permite que o dinheiro seja resgatado de uma única vez. É favorável para quem tem projetos de curto prazo. Já a regressiva é mais interessante para aqueles que desejam ter um investimento a longo prazo, já que os recursos são acumulados por dez anos ou mais e o cliente ainda tem a opção de receber a quantia em parcelas mensais.

Conheça as taxas

Agora que chegou até aqui e acredita que a previdência é o melhor negócio para você, aí vai mais uma dica: fique atento às taxas. Existem três tipos: de carregamento que índice sobre cada contribuição, de gestão que é cobrada anualmente e de saída que acontece no momento do resgate.

As novas regras da aposentadoria vão afetar a vida de muitos brasileiros, já que diversas mudanças serão realizadas, caso a PEC 287 seja aprovada. Porém, a previdência privada é uma das melhores alternativas para quem deseja ter um descanso tranquilo e com boas condições financeiras.

 

E aí, gostou do nosso post? Ainda tem dúvida sobre as novas regras da aposentadoria? Então, deixe seu comentário aqui!

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