O que é CDB?

Tempo de leitura: 4 minutos

Sendo correntista de algum banco, dificilmente você não ouviu falar sobre os Certificado de Depósitos Bancários, os famosos CDBs. Provavelmente o seu gerente deve ter apresentado esses produtos como uma boa opção de investimento, que de fato é.

Mas o Que São Esses Certificados?

Os Certificados de Depósitos Bancários são títulos privados emitidos exclusivamente pelos bancos para poderem financiar as suas atividades. Em resumo, é uma maneira do banco tomar dinheiro emprestado e remunerar a uma taxa por isso, podendo ela ser conhecida no momento da aplicação ou não. O que vai definir isso, é se o CDB é pré-fixado ou pós fixado.

CDBs Pré Fixados

Os CDBs pré-fixados são aqueles em que você contrata com o banco uma taxa determinada para a remuneração da sua aplicação. Por exemplo, posso aplicar R$ 50.000,00 em um CDB com vencimento em 2 anos a uma taxa de 16% ao ano. Isso significa que o montante que você aplicou aumentará 16% por ano. Parece bom, não é mesmo? Nesse nosso exemplo, o investidor resgataria no vencimento R$ 67.280,00.

CDBs Pós Fixados

Os CDBs pós-fixados são aqueles em que você não consegue prever a remuneração do seu investimento, pelo fato da taxa oscilar junto a indexadores da economia, como por exemplo, o CDI, IPCA e SELIC. Grande parte dos títulos de Renda Fixa tem a sua rentabilidade atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa à qual os bancos emprestam dinheiro entre si, que por sua vez, acompanha os movimentos da taxa de juros da economia brasileira, a SELIC. Ao final do dia, alguns bancos captam mais recursos do que emprestam e têm uma sobra de caixa, enquanto outros emprestam mais do que captam e têm uma sobra no caixa. Visando equilibrar suas contas, os bancos têm um acordo entre si em emprestar dinheiro. São as taxas desse empréstimo que determinam a taxa do CDI. E a remuneração dos títulos privados são feitas pela taxa do CDI diária. Isso quer dizer que, trazendo a taxa de 14,14% ao ano para uma taxa diária, ela deve ficar muito próxima a real taxa do CDI daquele dia.

Qual é o Melhor Dentre os Dois?

A definição do melhor tipo de CDB a se investir vai depender muito das previsões econômicas do futuro. Se o investidor aplica R$ 50.000,00 em um CDB pós-fixado a uma taxa de 100% do CDI, e a taxa CDI está em 14,14% ao ano, quer dizer que R$ 50.000,00 esta sendo remunerado a 14,14% ao ano? A resposta é não. Pois a remuneração do título se dá pela taxa DI diária. A taxa CDI que vemos nos jornais é a taxa acumulada dos últimos 12 meses.

E os Impostos? Quais São?

Os impostos que incidem sobre os CDBs são o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o Imposto de Renda (IR). Assim como todas as aplicações de renda fixa, os impostos apenas incidem sobre os juros que foram pagos durante a aplicação, e não sobre o montante inteiro. A conta é muito simples, basta pegar quanto se aplicou, diminuir do montante final e essa será a base para a tributação.

Imposto Sobre Operações Financeiras

O IOF é um imposto federal que tem como finalidade ser instrumento de manipulação da politica de crédito, câmbio, seguro e valores mobiliários. É cobrado em aplicações financeiras com o prazo menor do que 30 dias, estimulando os investidores a deixarem suas aplicações por prazos maiores.

Ex: Se você investir R$ 10.000,00 em um CDB e resgatá-lo com 15 dias, será cobrado 50% da alíquota do IOF sobre o rendimento.

Imposto de Renda

O imposto de renda que incide sobre os CDBs é descontado diretamente na fonte e sua alíquota é baseada no tempo de aplicação. Segue abaixo a tabela que define as alíquotas com seus respectivos prazos.

  • ate 180 dias, alíquota de 22,5%;
  • de 181 a 360 dias, alíquota de 20%;
  • de 361 a 720 dias, alíquota de 17,5%;
  • acima de 720 dias, alíquota de 15%.

Ex: Se você investir R$ 10.000,00 em um CDB com taxa de 16% e resgatá-lo com 365 dias, a alíquota que será aplicada sobre o rendimento é de 17,5%. O montante bruto que você teria no final seria de R$ 11.600,00, ou seja, R$ 1.600,00 de rendimento – que servirá como base de cálculo para o imposto de renda. Aplicando 17,5% sobre R$ 1.600,00, o imposto devido será de R$ 280,00.

Custos

Uma das principais vantagens de se aplicar em CDBs é que não é cobrada nenhuma taxa para aplicação, apenas os impostos já citados.

Riscos

O risco de se investir em CDBs é basicamente da instituição financeira falir e consequentemente não conseguir honrar com seus compromissos. Então investir em CDBs é arriscar muito? Não necessariamente.

Em 16 de novembro de 1995, foi criado o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, até determinado valor, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência.

O total de créditos de cada pessoa contra a mesma instituição associada, ou contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro, será garantido até o valor de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais). Ou seja, é muito importante que o investidor escolha muito bem a instituição financeira que emite o certificado, pois a mesma tem que estar com a saúde financeira estável para renda fixa,honrar com seus compromissos no futuro.

Negociando a Taxa

É muito importante que o investidor negocie taxas antes da aplicação. Normalmente, os bancos maiores (chamados de bancos de primeira linha) remuneram menos os seus CDBs dado o seu menor risco de crédito e ao tamanho da operação que o banco tem de arcar com a quantidade de agências espalhadas no país. A opção por bancos menores é muito interessante quando o investidor não ultrapassa o limite estipulado de garantia do Fundo Garantidor de Crédito. Por exemplo, se o investidor possui R$ 2.000.000,00, é altamente recomendado que ele diversifique seus investimentos em diversos bancos pequenos. Lembrando que a garantia do FGC é para o montante aplicado + o juros gerado até o momento da concordata.

Vencimento e Carência

O investidor que não possui um acompanhamento de um consultor de investimentos ou não tem muito conhecimento sobre o mercado financeiro, pode optar por aplicar seu dinheiro em um CDB com liquidez diária. Esses CDBs costumam pagar muito menos do que aqueles em que o investidor pactua com o banco de ficar com o título por um prazo maior.

Além do vencimento, deve-se olhar também o prazo de carência, que é o prazo mínimo em que o investidor tem que ficar com o título. Passando essa carência, o investidor pode vender seu título de volta para o banco.

É isso aí, qualquer dúvida, a V10 Investimentos está aqui para te auxiliar.